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Notícias 21/10/2026

Educação Socioemocional do EG

 

Em um mundo marcado por relações cada vez mais complexas, ensinar vai muito além da transmissão de conteúdos. A escola também é um espaço onde crianças e adolescentes aprendem a conviver, lidar com as diferenças, reconhecer sentimentos, resolver conflitos e compreender que cada atitude pode ter impacto sobre o outro.

No Colégio Eduardo Gomes, esse trabalho é acompanhado de perto pelo Departamento de Orientação Educacional (OE), formado por quatro profissionais e seis assistentes. A equipe atua de maneira integrada, acompanhando os diferentes segmentos: Educação Infantil, Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano, Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e Ensino Médio.

Foto - Equipe de Orientação Educacional da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano EF

“A Orientação Educacional acompanha os alunos ao longo da vida escolar, olhando para a aprendizagem, as relações e o desenvolvimento de cada um. Esse trabalho acontece em parceria com os alunos, as famílias, os professores e, quando necessário, mantemos contato com os profissionais multidisciplinares. Cada olhar nos ajuda a compreender melhor as necessidades de cada criança e jovem e a pensar em caminhos possíveis. O objetivo é construir juntos uma cultura de respeito e boa convivência”, afirma Ana Carolina Mello, da OE 1.

Escutar antes de agir

Quando uma situação de conflito chega à Orientação Educacional, o primeiro passo é ouvir. Entender o que aconteceu, conhecer os diferentes pontos de vista e ajudar o estudante a refletir sobre suas atitudes são etapas importantes para que ele também participe da construção da solução.

Isso exige um olhar atento e individualizado. “Nem todos os alunos reagem da mesma maneira diante de uma situação. Uma brincadeira pode ser interpretada de formas diferentes, uma palavra pode atingir cada criança de uma maneira, e até mesmo uma atitude aparentemente pequena pode provocar sentimentos importantes”, destaca Andrea Campos, da OE 1.

Por isso, conhecer os estudantes faz parte do trabalho da OE. A equipe está presente no cotidiano escolar e mantém uma relação próxima com crianças e adolescentes, criando vínculos que ajudam a identificar necessidades e oferecer o acolhimento adequado a cada situação.

Foto - Equipe de Orientação Educacional do 6º ao 9º ano EF e Ensino Médio

“Não existe uma medida para o sentimento e a dor do outro. Por isso, nosso trabalho precisa ser diário, próximo e atento”, explica Patricia Adorno, Orientadora Educacional da OE 2 e do Ensino Médio. Para ela, é fundamental ajudar os estudantes a compreender que cada pessoa percebe, sente e vivencia as situações de uma maneira única. "Por isso, mais do que comparar sentimentos ou tentar dimensionar a dor do outro, precisamos aprender a respeitá-la. Acolher é escutar, reconhecer as diferenças e compreender que cada indivíduo tem sua própria forma de sentir e de lidar com o que vive.”

À medida que as crianças vão crescendo, as relações ganham novas camadas de complexidade. Os estudantes passam por transformações importantes e precisam lidar com questões relacionadas à autonomia, pertencimento, amizades, diferenças, responsabilidades e escolhas.

Nesse contexto, a Orientação Educacional também tem o papel de ajudar a desmistificar a ideia de que a OE existe apenas para chamar a atenção ou resolver situações disciplinares. É uma construção de confiança.

“A equipe busca manter uma relação acessível e informal, para que os jovens saibam que podem procurar a Orientação não apenas diante de um problema, mas também para compartilhar conquistas, tirar dúvidas, conversar sobre o que estão vivendo ou simplesmente pedir ajuda”, explica Ana Raquel Nunes, da OE 2 e Ensino Médio.

Rede do Bem: uma cultura de cuidado

Entre as iniciativas desenvolvidas pela Orientação Educacional, está o Projeto Rede do Bem, destinado aos estudantes a partir do 4º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio.

A proposta busca fortalecer uma cultura de cuidado, respeito, empatia e acolhimento, além de contribuir para a prevenção do bullying e para a construção de relações mais saudáveis no ambiente escolar.

A iniciativa envolve momentos de formação e reflexão com os estudantes, abordando temas como escuta ativa, respeito às diferenças, convivência,  a importância de estar atento ao outro, além de dúvidas e curiosidades sobre o cotidiano escolar.

Escola e família: uma parceria essencial

O trabalho de convivência também depende da parceria entre escola e família.

Em uma geração que cresce com acesso a uma quantidade cada vez maior de informações, mas que ainda está em processo de desenvolvimento emocional e social, crianças e adolescentes precisam de referências consistentes para compreender as relações e enfrentar as adversidades.

Nesse processo, também é importante que as famílias compreendam que errar, cometer deslizes e enfrentar conflitos fazem parte do desenvolvimento. “O papel dos adultos é ajudar os jovens a encontrarem maneiras mais saudáveis de lidar com essas experiências, em vez de simplesmente eliminar todos os obstáculos do caminho”, complementa Ana Raquel.

A proposta é que, depois de uma conversa, o estudante possa compreender melhor o próprio comportamento, colocar-se no lugar do outro, reconhecer quando precisa se desculpar e, principalmente, desenvolver recursos para lidar com os próprios conflitos com cada vez mais autonomia.

“Nesses momentos, as medidas cabíveis são aplicadas com clareza e cuidado, acompanhadas de uma conversa sobre o que aconteceu e sobre a responsabilidade de cada um”, afirma Ana Carolina.

Acolher também é educar

Além das ações coletivas, o Departamento realiza intervenções individualizadas sempre que um estudante precisa de um acompanhamento mais próximo para atravessar momentos difíceis, como mudanças familiares, separações, situações de luto ou outras adversidades.

É um trabalho que acontece todos os dias, muitas vezes, de maneira silenciosa, nos corredores, nas salas de aula, durante os jogos, nos trabalhos em grupo e nas relações entre os colegas. “Acreditamos em uma Orientação Educacional que une escuta, parceria e limites. Afinal, aprender a conviver também faz parte da formação dos alunos”, finaliza a equipe.